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NOSSA HISTÓRIA

Sou Débora Lígia Grazioli Borges Pereira. Sou criadora de dobermanns.

Sou a proprietária do VBK (Von Borghen Kennel, ou Canil Von Borghen, como dizem nossos registros nas entidades cinófilas oficiais).

Meu marido José Ruy Borges Pereira, responsável por minha paixão por essa raça maravilhosa, conheceu o dobermann no final da década de 70, por intermédio de um chefe de serviço que o levou a uma exposição canina.

Na ocasião, ele teve a oportunidade de ver pessoalmente o Dobermann nº 1 do Brasil, o famoso Brian Von Heiss, de criação do hoje nosso amigo e incentivador, Athayde Reis.

Segundo ele, Brian era, efetivamente, um sonho. Um cão quase perfeito para a época.

Aquela visão ficou martelando a sua mente, até que ele adquiriu o seu primeiro exemplar da raça, isso por volta do início da década de 80.

Na ocasião, ele morava em modesta residência da periferia, e, obviamente, nem pensava em criar a raça, desde que a criação envolve pesado investimento e, em hipótese alguma, iniciaria essa atividade num fundo de quintal, como, aliás, muitos pretensos criadores o fazem até hoje.

Sempre amando e admirando a raça, percorreu inúmeras cidades do interior em função de sua atividade laborativa, sempre acompanhado pelo menos por um casal da raça.

Narra com muita tristeza os momentos em que teve que se separar dos seus queridos dobermanns, desde que, por alguns anos, foi obrigado a residir em apartamentos, pois sua atividade de Juiz de Direito (hoje Desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo), o obrigava a constantes mudanças de cidade em cidade.

Mas deixa claro, que, em momento algum, se esqueceu da sua querida raça.

Nos casamos em 1995, e, em 1998, mudamos para a cidade de Porangaba, interior do Estado de São Paulo, onde cresci e tenho grande parte de minha família.

Compramos uma casa bem ampla e mais quatro mil metros quadrados de terreno.

Alguns dias depois da mudança, meu marido me confidenciou que tinha um sonho desde criança, isto é, criar a raça dobermann.

Sinceramente, não gostei da idéia, pois tudo que ouvira falar da raça era negativo. Diziam que o dobermann "era louco", "que sentia dores de cabeça por que tinha o cérebro maior que a calota craniana". Enfim, tinha muito medo do dobermann, e pedi a ele que não comprasse esse cachorro, pois tínhamos nossa filha Lygia, na época recém nascida.

Ele tentou me convencer, pois precisávamos de um cão de guarda, mas eu fui categórica. "Dobermann eu não quero".

Pois bem, compramos um casal de outra raça (não vou mencionar qual para não magoar os inúmeros criadores da raça escolhida para guarda de nossa casa).

Eram dois cães adoráveis, muito amigos, companheiros e amavam nossa filha Lygia. Até que latiam quando alguém chegava no portão, mas quando a pessoa entrava em casa, faziam uma festa com o estranho. A impressão que tínhamos era que se o ladrão entrasse em casa, eles o ajudariam a depenar o nosso imóvel. Era um fiasco, tanto que colocávamos no canil quando chegavam estranhos, para dar a impressão que eles eram bravos, pois latiam bastante.

Alguns anos se passaram, e sempre que surgia o assunto, meu marido me lembrava do dobermann, mas eu ainda continuava reticente.

Porém, um belo dia, meu filho Rodrigo e sua esposa Clara, resolveram ir a uma festa a fantasia, e nos avisaram que iriam pernoitar em nossa casa. De madrugada, chegaram, ele vestido de conde Drácula e ela vestida de Branca de Neve. Foi a gota d´água. Os dois cães ficaram apavorados. Fugiram do casal como o diabo foge da cruz. Estavam aterrorizados. Se o vexame já não bastou, eu ainda olhava para o semblante do Ruy, e ele ria com arrogância, como se dissesse, "eu não falei que tem que ser dobermann".

Passado algum tempo, e analisando questão da segurança, principalmente em função da profissão do Ruy, acabei concordando em fazer uma experiência com a raça dobermann.

Trouxemos uma fêmea de origem européia chamada Ashley Vom Haus di Götterberg, de um canil do Rio de Janeiro, que iniciava a criação da raça importando alguns dobermanns da Europa.

Ashley chegou e conquistou o nosso coração imediatamente. Era uma fêmea astuta, muito inteligente, e, sem dúvida, muito melhor no quesito guarda.

Me apaixonei por Ashley e comecei a considerar o sonho do Ruy de montar um canil da raça.

Como começar?

A Internet nos abreviou precioso tempo e passamos a estudar as melhores linhas de sangue da raça, e percebemos que havia duas linhagens principais no moderno doberismo, isto é, a americana e a européia.

Claro que a princípio, procuramos entender os motivos das diferenças entre os dois fenótipos e ainda não havíamos decidido por qual deles optaríamos, até que fomos assistir a Exposição Nacional da Raça Dobermann do ano de 2004, na cidade de Indaiatuba.

Lá chegando, tivemos a felicidade de conhecer um magnífico exemplar da raça de nome Amonde´s Tidal Wave Catriel, de criação de nossa hoje amiga Ada Levine, proprietária de um dos mais renomados canis dos Estados Unidos, o A´MONDE´S AMERICAN KENNEL.

Honestamente, nunca havíamos visto um exemplar tão bonito como Catriel. Era algo de outro mundo. Era um dobermann vistoso, muito forte, de cabeça magnífica. Seu corpo, então, era algo excepcional.

Naquele momento, em silêncio, havíamos decidido qual a linhagem que passaríamos a priorizar em nosso canil, isto é, a linhagem americana.

Até que tentamos conhecer outros dobermanns de origem européia, mas, sinceramente, nada era comparável ao Catriel.

Quem era aquele cachorro apresentado por um argentino que o comandava com os olhos? Qual cão, ou quais cães, poderiam originar aquela maravilha da raça?

Já tínhamos ouvido falar do pai de Catriel, mas achávamos que havia um pouco de exagero. Uma coisa era certa, esse cachorro, por mais bonito que fosse, não poderia ser superior ao Catriel.

Erramos.

Pesquisa aqui, pesquisa lá e localizamos o site do grande e inigualável “Lex”, o orgulho argentino NELLO´S LEX LUTHOR.

Não o conhecemos pessoalmente, mas por fotos e vídeos, percebemos os motivos que levaram criadores da raça de praticamente todo o mundo, ao desespero para conseguir um simples acasalamento com o famoso LEX.

É óbvio que o sucesso traz consigo a inveja, a fofoca, a tendência que nós humanos temos de desvalorizar o que não é nosso, além de valorizarmos exageradamente o que possuímos.

Mas, a vida de Lex não deixa dúvidas sobre sua Excelência na raça. Ele, efetivamente, além de quase perfeito, era um raçador como poucos no planeta. Há quem sustente que ele superou até o grande exemplar americano “Cactus Cash”, que, embora não fosse um exemplar maravilhoso como Lex, foi o maior padreador de todos os tempos de nossa raça.

O que mais impressionava em Lex, é que ele imprimia em seus filhos, grande parte de suas características, o que, em pouco tempo, o tornou um verdadeiro “Pelé” da raça dobermann, ou melhor dizendo, para nossos hermanos argentinos, um verdadeiro “Maradona”.

Por mais que os invejosos consigam enxergar defeitos ou senões nesse maravilhoso cachorro, nada, absolutamente nada parecido a Lex existiu e existirá no doberismo por muitos anos.

Assim, como poderíamos deixar de basear nossa criação nesse fabuloso cão? Quem ousaria apontar melhor direção para a criação de dobermanns?

Cegueira de canil tem limites. Só critica Lex quem não conhece a raça, ou por puro despeito.

Rendemo-nos, pois, aos encantos desse magnífico cão, e, no ano de 2004, trouxemos para o nosso plantel um filho seu chamado DE LEX LUTHOR RODGER. Começava então uma nova paixão.

Já amávamos o Dobermann (eu então estava ainda mais empolgada com a raça), e passamos a amar Rodger.

Rodger chegou já com quatro meses e meio. Sempre foi calmo, semblante sério, olhos de águia, impunha respeito desde filhote. Confesso que no início achei que ele ia nos atacar a qualquer momento.

No entanto, com o tempo, fomos conhecendo esse cachorro maravilhoso, que demonstrava a cada minuto por que seu pai foi realmente um paradigma de nossa raça.

Rodger foi crescendo, e, a cada dia, nos dava lições de vida. Equilíbrio impressionante, atento a estranhos que nos visitavam, porém sem demonstrar qualquer agressividade. Não conhecia a emoção chamada “medo”. Da mesma forma que era dócil com todos de nossa família, se transformava no algoz dos estranhos que se aproximavam de seus domínios.

Ao amigo leitor, confesso que a aquisição de Rodger, no início, nos deixou extremamente preocupados, pois, se a meta da criação é produzir cães melhores dos que possuímos, como conseguiríamos produzir um cão melhor do que Rodger? E olha que ele ainda não havia sido notado como devia pelos demais criadores da raça.

Aos poucos, entretanto, com humildade, os doberistas começaram a perceber a qualidade de sua prole, pois, por ser um “imbreeding” bem fechado, ele imprimia suas características em seus filhos e filhas.

Do ponto de vista estrutural, Rodger foi ganhando admiradores. Anatomia quase perfeita, angulações, altura, e cabeça, conforme o padrão da raça. E o mais importante, ele transmitia tudo isso aos filhotes.

Sem duvida, foi o nosso carro chefe na criação.

Para acasalar com ele trouxemos fêmeas de qualidade dos melhores canis do Brasil, da Argentina e dos Estados Unidos, motivo pelo qual temos hoje, indubitavelmente, as melhores linhas de sangue do mundo.

Nossa criação, portanto, ao contrário da grande maioria dos criadores da raça, é norteada pela humildade, pois não temos qualquer restrição aos canis concorrentes, o que já nos está dando reconhecimento internacional. Ora, enquanto os concorrentes não têm a humildade de reconhecer que determinado cão do canil vizinho é bom, o Von Borghen, ao contrário, vai ao vizinho buscar o cachorro, para que o seu sangue possa nos ajudar a produzir o nosso dobermann ideal.

Em pouco tempo na criação profissional, o Von Borghen já é referência na raça. Temos cães espalhados por todo o Brasil, e proprietários felizes com a aquisição, tanto que, a grande maioria, já adquiriu outro dobermann de nossa criação.

Como já dissemos acima, a atividade profissional do Ruy, garante nosso sustento, fato que nos dá tranqüilidade para jamais visar o lucro na criação de dobermanns.

Nosso objetivo principal é produzir cães de qualidade, e trazer felicidade e segurança ao comprador e sua família.

Venha conhecer o nosso plantel. Venha para o doberismo. Você jamais será o mesmo.

DÉBORA LÍGIA GRAZIOLI BORGES PEREIRA
Colaborador: José Ruy Borges Pereira

Von Borghen Kennel
www.dobermanbrasil.com.br
deboralgbp@terra.com.br
msn: canilvonborghen@hotmail.com

 

Von Borghen Kennel - Porangaba - São Paulo - Fones: (15) 3257-1081, (15) 3257-1116, (11) 9906-8599

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